quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Chuva em Goiânia - nesta tarde de 17.09.2014

 
 
Depois de quase duas semanas, voltou a chover em vários setores de Goiânia nesta tarde de quarta feira. As chuvas foram leves com trovoada fraca; deu para refrescar e contribuir com o aumento da umidade relativa do ar. Neste ano o período de estiagem não foi tão severo na capital goiana. Portanto, ocorreram chuvas isoladas em junho e julho.
 
Na estação central do INMET choveu 16 mm no início do mês. Enquanto que no Aeroporto e no Jáo a chuva foi mais volumosa; 41 mm e 36 mm respectivamente.  A chuva desta tarde foi de fraca intensidade. Em estações distribuidas pela cidade o volume ficou em torno de 5 mm.
 
Nos ultimos dias estava bem quente, com os termômetros na casa dos 37°C nas horas mais quentes. Mesmo assim os termômetros passaram bem longe daqueles anos mais quentes. Geralmente, o pico maior de temperatura se dá entre 15 de setembro e 20 de outubro. Neste ano a probabilidade de ocorrência de extremos elevados de temperatura à semelhança de anos mais quentes é menor.
 
Os modelos climáticos apontam maior cobertura de nuvens para os próximos 30 dias e aumento da frequência das chuvas na capital goiana e no estado de Goiás.
 
A média de chuva na capital é em torno de 50 mm, no mês de setembro. Portanto, a distribuição de chuva neste mês ainda está abaixo da média. As temperaturas estão se comportando acima da média.
 
A imagem de satélite abaixo mostra nebulosidade sobre o Estado de Goiás, incluindo a capital.
 
 
 
Fonte: INMET

 Goiastempo

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Episódio ZCAS - Início de Novembro 2013 - Goiás


 


Goiânia - Setor Serrinha

Está ocorrendo a primeira formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul neste período chuvoso de 2013/2014 (novembro a março). Portanto, está dentro da dinâmica esperada para estação chuvosa. Geralmente o primeiro episódio da ZCAS se forma a partir do finalzinho de outubro ou no início de novembro. Episódios semelhantes ocorrem até o final do verão no estado de Goiás.

A Zona de Convergência do Atlântico se forma quando um corredor de umidade oriundo da Amazônia converge de forma diagonal do norte para a região sudeste do Brasil. Geralmente é uma extensa faixa de nuvens carregadas, com potencial para trovoadas, que provocam chuvas intermitentes ou contínuas. A esses episódios estão associadas às chuvas significativas ou chuvas intensas nas regiões onde esta banda de nuvens se propaga.

Em outubro nós tivemos apenas um episódio da Zona de Convergência de Umidade, ocorrido no inicio do mês, mas não evoluindo para o fenômeno ZCAS.

As chuvas em Goiás no Mês de outubro se comportaram abaixo da media histórica na maior parte das regiões. Apenas em algumas localidades tivemos chuvas dentro da média ou ligeiramente abaixo das normais climatológicas.

O que fez dificultar a chegada das chuvas mais significativas e regulares foi à atuação da massa tropical continental, de característica quente e seca, em um determinado período do mês. Esta massa de ar migrou do norte do Paraguai para parte da região Centro Oeste e oeste da região Sudeste. Outro sistema que atuou sobre Goiás inibindo maior quantidade de chuva foi a expansão de uma massa de ar seco oriunda do semiárido nordestino, alimentado por circulação de ventos em níveis médios e altos da atmosfera favorecendo a um clima ligeiramente anômalo ou tendendo a seco.


Goiânia - Alto do Bueno

Os próximos dias, em Goiás, serão chuvosos, sendo que poderão ocorrer chuvas fortes e significativas nas diversas regiões goianas (devido atuação do episódio ZCAS, intercalado com melhorias e posteriormente Convergência de Umidade). Segundo os modelos numéricos, podem ocorrer rajadas fortes de vento. Há chance de granizo em pontos isolados do norte e oeste de Goiás.

Segundo os principais modelos numéricos de clima, as chuvas em Novembro tendem ficar dentro do esperado para o mês, a não ser que de maneira abrupta ou surgimento de algum componente excepcional ou diferente desta dinâmica apareça, e predomine sobre o estado. Portanto, culminando em situações adversas a esta tendência prognosticada.

Havendo uma mudança significativa nas condições do tempo, deve-se acompanhar modelos numéricos de curto prazo para detalhar melhor aquilo que os modelos de médio e longo prazo não captam, principalmente numa região Brasileira carente de informações numéricas das condições meteorológicas, radares e satélites específicos para observar o clima tropical, contribuindo para a elaboração de prognósticos. A confiabilidade de modelos numéricos, para região Centro Oeste e Norte, ainda é baixa.

Elder
 
Fonte: intellicast
 
 
 

 
Fonte: CPTEC/GPT
 
As imagens acima mostram a faixa e a banda de nuvens na forma diagonal, no sentido noroeste- sudeste, associada a uma frente fria que pode se tornar semiestacionária, passando pelo litoral da região Sudeste. Um centro de Alta Pressão no litoral do Sul do Brasil e uma centro de Baixa Pressão mais para dentro do oceano Atlântico. Nos níveis médios ainda atua um vórtice ciclônico sobre o leste do Nordeste, provocando chuvas esparsas em parte da região.
 
 
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Primavera 2013

 


PRIMAVERA 2013
 
Fonte e Créditos: CPTEC/INMET 
A primavera astronômica começou no último 22 de setembro, mas ainda com características da estação anterior, ou seja, seca. Antecipando a transição de uma estação a outra, ocorreram chuvas significativas por volta do dia 17 de setembro devido à passagem de uma intensa frente fria que se deslocou de regiões subtropicais em direção ao Centro Oeste. Batizando a primavera propriamente dita, um sistema frontal semi-estacionário passou por Goiás, no finalzinho do mês de setembro e início de outubro,  trazendo também chuvas significativas, principalmente no centro-sul do estado.

A primavera é uma estação de transição do período mais seco para o mais chuvoso. Esta estação, no estado de Goiás, não se manifesta em sua plenitude aos moldes das regiões temperadas. Podemos dizer que temos uma primavera "a moda goiana ou a moda intertropical".,
 
Alguns fatores que evidenciam a estação:

·         Transição do período seco para o chuvoso.

·         Troca da folhagem do cerrado e das matas ciliares. Aparecimento de flores típicas da região, devido a declinação do Sol, mais próximo aos trópicos e ao maior foto período.

·         É a época do ano onde ocorrem extremos de temperaturas máximas.

·         A média das temperaturas mínimas é elevada.

·         Aumento da umidade relativa do ar, que no inverno atinge valores críticos.

·         Rompimento do bloqueio atmosférico, que atua com insistência desde meados de abril.

·         Estação das intensas trovoadas e fortes instabilidades, que atuam de noroeste para sudeste ou de sudoeste para nordeste. Podem ocorrer mudança de tempo repentinamente.

·         No contraponto das chuvas, em certos anos, temos a atuação da depressão do Chaco de maneira mais acentiada, principalmente na sua primeira metade. Esse sistema é responsável por episódios quentes e secos, bem como estiagem (acima de 5 dias sem chuva) ou até veranico (ausência de chuva por mais de 07 dias). Quando a Depressão do Chaco ou Massa Tropical Continental está expandida as temperaturas chegam aos extremos.

·         Incursões de áreas de instabilidade propagadas por ventos de baixos níveis – da direção norte – oriundos da Amazônia.

·         A partir da segunda quinzena de outubro começam atuar sistemas muito úmidos; como Massa Equatorial Continental, trazendo fenômenos ou sistemas meteorológicos como a Zona de Convergência de Umidade, culminando em episódios de ZCAS a partir de Novembro. Período propício a chuvas intensas (acima de 75 mm em 24 horas)

·         Atuação da Alta da Bolívia, que trazem sistemas convectivos de chuva intensa a partir de meados de Novembro.

·         Em anos onde a primavera é mais chuvosa há episódio de chuvas contínuas, devido maior organização da Zona de Convergência alinhada ao sistema Alta da Bolívia. (Esses fenômenos ocorrem com mais frequência na primeira metade do verão goiano).
 
Geralmente as chuvas de primavera são resultantes do aquecimento atmosférico diurno, ou desenvolvimento de áreas de instabilidade, culminando em chuvas convectivas de intensidade moderada a forte, principalmente na parte da tarde, se estendendo pela noite. Chuvas oriundas de sistemas frontais podem ocorrer no inicio da estação. Devido à diferença de temperatura das camadas mais baixas e as mais altas, podem ocorrer intensos temporais de curta duração, uma vez que a umidade é favorável à ocorrência do fenômeno. Esses temporais podem estar acompanhados de ventania, granizo e trovoadas intensas, provocados pelo gradiente de pressão ou por uma atmosfera muito turbulenta. Podemos chamar estas chuvas convectivas de temporais localmente fortes.

Não há um padrão específico para determinar os valores médios dos parâmetros do tempo neste intervalo, uma vez que esta estação se comporta de forma diferente entre os anos, devido a tropicalidade e a continentalidade do território goiano. Tudo vai depender da dinâmica regional das massas de ar, como dos padrões globais estabelecidos, que indiretamente influenciam o clima no Centro Oeste.


Tendências para Primavera de 2013.
 

Capital e Região Metropolitana de Goiânia:

Chuva – deve-se comportar dentro da média histórica, com possibilidade de alguns intervalos de estiagem. Há possibilidade de que o final de estação seja com precipitação acima da média. Os temporais podem estar acompanhados de ventania e granizo.
* Há chance de chuvas intensas ou fortes tempestades de caráter local. (período mais propício: parte da tarde, noite ou madrugada)
Portanto devemos acompanhar:
Os avisos meteorológicos emitidos pelos Institutos de Meteorologia. Também acompanhar a previsão de tempo no curto prazo (24 a 48 horas). As chuvas volumosas ou intensas não podem ser previstas com muita precisão no médio e longo prazo. Há necessidade de acompanhamento da sua formação por radares meteorológicos, imagens de Satélites e análise antecipada de 3 a 24 horas feita pelos meteorologistas.

Temperatura – os termômetros devem marcar temperaturas acima da média, principalmente na primeira metade da estação, e ligeiramente acima da média no restante da estação.
 

Goiás

Chuva – as chuvas ficarão dentro do esperado para estação. Pode ocorrer estiagem acima de 07 dias em localidades do norte e nordeste goiano. Possibilidade de granizo e ventos localmente fortes no centro-sul goiano. Podem ocorrer temporais volumosos num curto espaço de tempo.

Temperatura – deve ficar acima da média na maior parte das regiões goianas e ligeiramente acima da média no leste e sudeste goiano.

Elder 

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Análise do mês de Agosto 2013


Resenha do Mês de Agosto 2013

Costumeiramente o mês de agosto é considerado como o mais seco do ano, principalmente quando se usa o critério de índices de umidade relativa do ar. Já no volume de chuva e distribuição temporal destas chuvas, não podemos dizer que é o mais severo ou o mais seco, perdendo, portanto para o mês de julho. É que as condições de secura estão tão saturadas e a paisagem geográfica anota debilidade extrema, levando-nos a incorrer em alguns erros, ou dar uma aparência de ser o mais seco. Lembrando também que não podemos tecer conclusões absolutas desta análise, devido à dinâmica oscilante do clima entre um ano e outro, ou entre períodos de anos estudados.
Abaixo está uma comparação por parâmetros climatológicos para o estado de Goiás:

Mês
Chuva (mm)
Dias com chuva
U.R 18 UTC
T. Máxima
T. Mínima
Julho
9,5
1
37%
28.0°C
13.6°C
Agosto
17,2
2
31%
30.3°C
15.5°C
Setembro
50.0
6
36%
31.0°C
17.6°C

 
A climatologia mostra que o mês de agosto dá continuidade a dinâmica de estabilidade atmosférica e ao período seco que começa na segunda quinzena de abril. O auge da secura do ar se faz entre os meses de julho a setembro. É neste mês que o Anticiclone do Atlântico Sul se aproxima (em média) mais do litoral sudeste do Brasil e promovendo divergência do ar para o interior do continente,  causando e dando certa monotonia climática em grande parte do Brasil, principalmente nas regiões Sudeste, Centro Oeste interior do Nordeste Brasileiro. A ação do Anticiclone faz com que os ventos vindos das direções leste, sudeste e nordeste atuem sobre o estado de Goiás, com natureza seca (diferente da natureza, quando ele joga umidade para a franja Atlântica do Sul e Sudeste Brasileiro). De acordo com a intensidade dos ventos que chegam à Goiás, é moderada no leste com rajadas principalmente pela manhã; e de intensidade fraca a moderada nas demais regiões do estado. Esta dinâmica concorda com a observação popular de agosto e parte de setembro ser ventoso. (notando até a formação de redemoinhos no cerrado e lotes baldios das cidades).

Esta monotonia climática estabelecida pelo ASAS há meses, às vezes foi quebrada por passagem de frentes frias pelo litoral ou setores orientais do Brasil que por certo influenciou o interior Brasileiro, deixando escapar alguns eventos chuvosos ou permitindo incursões de massas de ar polar, permitindo o acentuado declínio da temperatura, principalmente no oeste do Centro Oeste Brasileiro, Sul e Sudoeste Goiano.

Neste ano de 2013 não tivemos episódios, de escala global, que influenciassem a dinâmica climática do mês de agosto em Goiás. As águas superficiais do Oceano Pacífico estão variando num intervalo de neutro a ligeiramente frio, mas ainda sem episódio ENSO. As Águas do Atlântico se comportaram de forma mais quente em julho e tendendo a normalidade no mês que passou.

ATMOSFERA:

Na alta atmosfera persistiram as condições de subsidência e giro anti-horário dos ventos, não deixando praticamente que houvesse formação de nuvens de chuva. Esse giro anticiclonal acabou por sustentar em superfície uma crista do ASAS sobre o centro-leste do estado, trazendo mais frescor do que o de costume, umidade baixa, mas não tão extrema as verificadas em anos anteriores.

A influência do ASAS, já com suas características modificadas, devido à continentalidade se misturou a uma massa de ar de característica quente e seca (tropical continental), estimulando o aumento das temperaturas em alguns dias.

No mês de agosto de 2013, tivemos a incursão por duas vezes de ar polar, provindo do sul do Brasil. Sendo que a atuação destas massas polares causaram eventos adversos no sul do Brasil, como a neve no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

TEMPERATURA

As temperaturas médias buscaram uma curva para o centro, ou seja, se comportando dentro da normalidade, muito diferente de julho onde apesar da ocorrência de um forte episódio frio, no final do mês, as temperaturas se comportaram acima da média. Se tentarmos estudar a trajetória do inverno goiano neste ano, podemos afirmar que o inverno daqui veio impondo as suas características, com episódios mais frios, numa escala evolutiva e linear ao longo dos meses de junho, julho e agosto. Analisando as particularidades de cada mês, junho foi o mês que teve o maior desvio positivo do trimestre, dando a impressão de mês quente. Já agosto que tem fama de ser um mês quente ou em fase de esquentamento, foi fresco para o padrão do mês.

Em Junho não houve nenhuma incursão polar pelo estado. Julho, tivemos 01 incursão polar – uma forte massa de ar frio que fez tremer o sul e sudeste do Brasil, inclusive com neve em vários municípios do sul do Brasil. Ao passo que Agosto foram observadas 02 incursões de massas polares. Portanto houve uma inversão ou um atraso do caminho destas massas de ar de frio severo até o Centro Oeste.

As temperaturas máximas se comportaram dentro da média histórica. Em algumas localidades ficaram abaixo da média. Ressaltando que o setor oeste e noroeste do estado foram os que registraram maior temperatura do mês; chegando a 38.7°C de máxima. Tradicionalmente estas regiões do estado esquentam primeiro ao adentrar agosto e é menos suscetíveis a ação direta ou indireta às massas polares neste mês.

No comportamento das temperaturas mínimas, como de costume, o sudoeste goiano registrou as temperaturas mais baixas, a exemplo de Rio Verde e Jataí, onde os termômetros bateram na casa de 5°C durante a madrugada.. Mas se usarmos o critério de médias, os setores acima de 900 metros do Planalto Central foram mais frios neste mês, uma vez que estava à mercê da atuação mais frequente do ASAS, Altitude e influência da Massa Polar Atlântica.
Observação: Depois de mais de 50 anos, este ano foi o que ocorreu mais dias de neve no sul do Brasil.

UMIDADE:
Devido à formação do bolsão de ar seco que se espalhou pelo interior do Brasil, fruto da modificação das características originárias das massas de ar que atuam no inverno brasileiro, devido à continentalidade, ocorreu em território goiano vários dias de baixa umidade do ar. A mais baixa umidade relativa do ar registrada pelas estações convencionais ficou com o Aeroporto de Goiânia 12% às 15 horas. Pelas estações automáticas do INMET foram observados episódios esporádicos na casa de 11% em poucas cidades do norte. Situação bem diferente se comparado ao ano passado, onde os índices de umidade por volta das 15 horas bateram incríveis 7% em muitas localidades.

CHUVA

A PRECIPITAÇÃO FICOU ABAIXO DA NORMAL CLIMATOLÓGICA, apesar de ter adentrado 03 frentes frias pelo território goiano, sendo que uma atuou apenas no extremo sudoeste goiano. O ramo chuvoso praticamente não passou por Goiás. Entre 17 e 19 foram registradas chuvas fracas no estado, sendo que o maior valor não ultrapassou a 4 mm. No último dia de Agosto a estação de Jataí captou 2.6 mm. Também foram observados núcleos de chuva isoladas e passageira em alguns municípios do sudoeste e setor ocidental do sul goiano. Pelo menos quebrou uma sequência de 03 últimos anos onde Agosto não choveu.
Este quadro de monotonia climática ou de bloqueio das chuvas perdurou até por volta de 15 de setembro, onde uma forte frente fria, de deslocamento rápido trouxe chuvas significativas para o estado Goiás. Após passagem da frente fria, o espaço foi ocupado pela massa tropical continental, de características quente e seca, trazendo temperaturas bem elevadas no estado, ou seja, bem acima da média.

Elder

Fonte:CPTEC
 
 
Fonte: INMET
 


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sábado, 14 de setembro de 2013

Chuvas de Setembro ou Chuva das Flores



Os diversos modelos numéricos apontam para a quebra da estiagem no Estado de Goiás, que dura na faixa de 70 a 80 dias, na próxima semana, a partir do dia 16 ou 17 de agosto de 2013. As pancadas de chuva serão frutos de uma influência de uma frente fria que se posicionará no sudeste Brasileiro associada às áreas de instabilidade que se formarão em grande parte do estado de Goiás.
Esse quadro meteorológico vai de encontro com a climatologia do estado, que geralmente mostra a chegada das primeiras chuvas a partir da segunda quinzena de setembro. Normalmente estas chuvas não são de volumes elevados, são mal distribuídas e podem estar acompanhadas de trovoadas. A climatologia de setembro, quanto à distribuição de chuvas, gira na faixa de 30 a 60 mm no estado.
 
Neste ano houve dois ensaios para a chegada das primeiras chuvas. Um foi em meados de agosto, onde elas ocorreram de forma muito isolada em solo goiano, inclusive em alguns bairros de Goiânia e RMG. O segundo ensaio para a chegada da tão esperada primeira chuva da temporada, ocorreu no inicio de setembro. Estas áreas de instabilidade que se formaram foram mais fortes e atingiram uma cobertura maior de municípios goianos; só que Goiânia ficou de fora desta investida.

O importante é que em níveis médios da atmosfera vai se configurando e fortalecendo uma situação meteorológica mais favorável a chegada destas primeiras chuvas, que recebem o nome de chuvas de setembro ou chuva das flores. Lembrando: mesmo ocorrendo chuvas, não significa a chegada do período chuvoso em Goiás. O período chuvoso em Goiás se estende de meados de outubro ao final da primeira dezena de abril.



Quanto à temperatura, setembro vai se comportando com termômetros dentro da normal climatológica, mas com noites agradáveis ou com um pouco de frio,  diferente do geralmente acontece, pois o mês é mais calorento e abafado. O que nos está dando esse maior frescor é atuação de uma crista do Anticiclone do Atlântico Sul (ASAS) sobre o território goiano, principalmente no centro-leste do estado, contribuindo com temperaturas menos calorosas durante o dia e mais frias à noite. Outro fator é a inibição da Massa tropical Continental, que atuou nesses últimos dias no oeste da região Sul, Paraguai, norte da Argentina e alguns setores da Bolívia. Geralmente esta massa quando atua no Centro Oeste traz dias de muito calor e extrema baixa umidade relativa do ar. Portanto tivemos dias com as linhas de corrente nos diversos níveis atuando da direção leste-sudeste, o que traz mais frescor ao continente. Em suma o posicionamento do Anticiclone até agora foi favorável às terras goianas, quanto a quesito temperatura.
As temperaturas tendem se elevar de forma mais acentuada nesta segunda semana, pois teremos dias em que a continentalidade estará atuando com força, trazendo termômetros em alta e umidade do ar baixa; mas com a intercalação de alguns episódios de chuva no período.
Lembrando: A atmosfera é dinâmica, com um quadro de rodadas meteorológicas vindas dos modelos numéricos, mas que são sujeitas a alterações. Não tempos uma precisão do tempo e sim uma previsão ou tendência do tempo, principalmente quando a análise é estendida.


Elder




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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ocorreram chuvas em áreas isoladas de Goiás




Os modelos numéricos superestimaram a ocorrência de pancadas de chuva pelo estado de Goiás de forma mais espacializada, portanto, fazendo valer a climatologia da região para o período, ou seja, chuvas de curta duração em áreas isoladas.

Alguns municípios foram agraciados por estas pancadas de chuva. Dentre eles podemos citar: Anápolis, Cristalina, Silvânia, Formosa, Catalão, Ipameri, Nova Veneza, alguns municípios do planalto central e Luziânia. Em Goiânia ocorreram apenas chuviscos fracos. Somente a estação do setor Morada do Sol que registrou 0.1 mm de chuva. Na Região Metropolitana houve relato de precipitação inapreciável (chuviscos) em Aparecida de Goiânia, Santo Antônio, Nerópolis, Terezópolis e Trindade, mas sem registros em pluviômetros. 

As áreas de instabilidade se associaram a passagem uma frente fria que ao encontrar com uma massa seca fortalecida impediu que a onda frontal imprimisse suas características de costume, permitindo na mistura do ar, o arrefecimento das nuvens de chuva mais consistentes.

Fatores assim são muito comuns quando começam apontar as primeiras chuvas na região do cerrado ou trazendo como um sinal introdutório ao período chuvoso que se avizinha (entre o finalzinho de setembro e o mês de outubro em diante)

Mesmo a passagem da frente fria com pouca atividade chuvosa em solo goiano, a atmosfera, em níveis mais elevados, deixou umidade como elemento favorável para o desenvolvimento de nuvens de chuva de caráter localizado, portanto, mantendo ainda a possibilidade de chuva passageira nas próximas 36 horas.
Elder

Fonte:CPTEC/INPE 
 

Fonte: Ministério da Agricultura

 
 
 
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terça-feira, 3 de setembro de 2013


 
Uma frente fria se desloca pelo Sudeste e parte do Centro Oeste do Brasil, devendo influenciar formação de áreas de instabilidade no sul e sudoeste goiano. Estas áreas devem se espalhar por parte do estado e provocar pancadas de chuva isolada com possíveis trovoadas. (podendo haver alterações)

Em muitos lugares goianos não chove há mais de 60 dias, portanto, caso a chuva chegando, quebrará uma estiagem em diversas localidades. No resumo de agosto de 2013 vamos abordar as escassas chuvas que ocorreram em poucas cidade goianas.

Geralmente as primeiras chuvas são de baixa intensidade, com rajadas de vento e por vezes ocorrem trovoadas fracas.

Os modelos numéricos apontam para ocorrência de chuva em parte do estado, com maiores chances para o sul e sudoeste goiano.

Do ponto de vista da temperatura, ela deverá permanecer estável, com uma sensação de abafamento.

Gostaríamos de enfocar mesmo ocorrendo chuvas isoladas pelo estado, não significa que se aproxima o período chuvoso, pois o mesmo só estabelece entre o início e meados de outubro.

Geralmente,as chuvas que porventura caem em agosto ou setembro são provenientes da influência de onda frontal, que incursiona pelas áreas mais meridionais do estado. Às vezes, nestes meses citados, ocorre incursão de umidade oriunda da Amazônia que esporadicamente deixa o tempo instável no norte (fato menos comum).
Elder

 
 
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